
E não é de hoje que eu admiro o trabalho dessas mulheres na televisão (coloco no plural porque recentemente conheci a original, britânica, e me apaixonei por ela também!). Acho que as pessoas não calculam o bem e o importante que fazem as "nannies" em seus programas, "domesticando" pequenos diabinhos e ensinando pais desesperados a enxergar e a perseguir a tão esperada "luz no final do túnel".
Porque, vamos combinar, as crionças de hoje em dia são simplesmente impossíveis! Quando dão pra reinar, sai de baixo! Ninguém aguenta. Elas muito cedo se acham "donas do pedaço" e botam a santa gargantinha pra funcionar a toda máquina se algo não lhes sai de agrado. Batem portas, quebram coisas, atormentam sua vida até que você perca as estribeiras e parta pra cima delas com vontade de esganar. (risos) Mas daí você cai na real, lembra que aquele monstrinho é APENAS uma crionça e que, na verdade, a falha maior é SUA, porque LIMITES não foram clara e eficazmente impostos, norteando a crionça em seu raio de ação.

É aí que entram essas encantadoras senhoras, as
supernannies!
Cris Poli, a brasileira, faz um estilo "vovó supersabidinha". É astuta, perspicaz e saca como ninguém os dramas presentes nas casas que visita, nas famílias que ajuda, sempre tão desesperadas e desiludidas em relação à criação dos próprios filhos.
Minha irmã e eu costumamos ligar um pro outro depois que o programa acaba - muito embora, recentemente, não tenhamos visto muitos episódios. Comentamos a situação, a atuação da Nanny e em como vamos utilizar as técnicas observadas algum dia com os filhos dela. Risos.
Mas, voltando ao mote, ontem, casualmente, ao chegar do trabalho, liguei a TV e me lembrei que era o dia da boa e velha Cris esbanjar psicologia infantil na telinha. Qual não foi minha alegria ao me deparar com um programa especial em que a Nanny visitava, anos depois, famílias e crionças às quais ajudou nas primeiras temporadas do programa! Uma emoção só, minha gente. Confesso que até chorei junto com a querida apresentadora ao final da edição. Ver como ela foi fundamental na vida e na organização daquelas famílias é um troço que realmente MEXE com a gente! O trabalho que ela realiza, meu Deus, é algo TÃO fundamental e necessário que, miraculosamente (porque isso é obviamente inviável!) TODAS AS FAMÍLIAS COM PROBLEMAS COM CRIONÇAS deveriam receber a visita da magnânima babá.
Dia desses eu conversava com a minha sobrinha, que está cursando psicologia, e confessando a ela minha admiração pela Cris Poli e ela me contou que os professores de psicologia, em geral, DETESTAM o trabalho dela. Fiquei bobo. Como poderia ser? Ela alegou que eles dizem que o que ela faz na TV é o que eles fazem em laboratório com os ratinhos, condicionando comportamentos a partir das técnicas do behaviorismo e que, se aplicadas com adultos, por exemplo, as técnicas da Nanny de nada adiantariam. Contra-argumentei, claro: primeiro que a Nanny trabalha MESMO é com as crionças, portanto, problema nenhum se um adulto rebelde se recusar a ficar no "cantinho da disciplina" após uma má ação. Segundo, behaviorismo ou não, FUNCIONA. As técnicas empregadas pela super babá surtem RESULTADOS (o programa de ontem foi contundente em demonstrar isso!), que é o que as famílias que a procuram MAIS necessitam! É preciso "apagar um incêndio" e "acalmar ânimos" - e isso é exatamente o que a astuta senhorinha faz. Queria ver se esses psicólogos que a criticam conseguiriam tão relevantes resultados em tão pouco espaço de tempo apenas com "terapia infantil". Me poupe, Manel Theodoro! As pessoas criticam só porque dá certo e coloca em cheque a cara e nem sempre eficaz atuação profissional delas. Tsc.
Eu sou 101% Supernanny. E a minha irmã, que é pedagoga, também. Quem trabalha com crionças SABE BEM como é difícil conter e acalmar os bichinhos em determinadas circunstâncias. Engana-se MUITO aquele que pensa que só com conversinha em tom brando e bajulando o monstrinho vai conseguir muita coisa. IMPOR LIMITES, em alguns casos, representa AMAR E AJUDAR um pequenino no seu difícil processo de crescimento.
Eu mudei MUITO minha visão sobre crianças depois de trabalhar com elas durante dois anos.
Tem o lado bom? Tem. Sinceridade, afeto, carinho espontâneo e verdadeiro.
Tem o lado ruim? Tem. A MAIOR PARTE DO TEMPO! Porque você não é um deles e simplesmente não tem SACO pra aturar as diabruras que eles cometem nos 90% restantes do tempo.
Ideal seria assim: você poder revidar tudo na mesma moeda! Eles gritam, você grita. Eles choram, você dá risada da cara deles. Eles esperneiam, você coloca a mão nos ouvidos e diz que não tá ouvindo nada. Eles emburram, você os ignora completamente. Risos.
Mas aí seríamos NÓS os necessitados de uma SUPERNANNY! HAHAHAHAHAHAHAHA!
E só pra encerrar o papo, queria fazer justa menção à Jo Frost, a Nanny original, que é mais jovem que a brasileira porém muito competente (a meu ver, até mais que a Cris Poli!) e realiza um trabalho excepcional "doladelá" do oceano.
Sem dúvida alguma, o trabalho dessas senhoras deveria receber um Nobel da PAZ pelo incomensurável bem que traz aos lares de muitas famílias e pelas "lamparinas do juízo" que ajuda a acender na cabeça de muitos desorientados papaizinhos e mamãezinhas.
LUV U, NANNIES! ;-)

(Na foto:
Jo Frost, a Nanny original.)